João Moita

Un poema de ‘La tierra y los labios’ en portugués

Antonio Gamoneda. © Foto: Francisco J. Lauriño.

Antonio Gamoneda. © Foto: Francisco J. Lauriño.

Ninguém me ensinou uma lágrima;
não senti pulsar na minha garganta
o rouxinol sangrento da luz.

Uma vez disse: «Vem, Deus, vem aos meus lábios,
vem aos meus olhos e à minha sede.» E Deus
só era verdade no silêncio.

ANTONIO GAMONEDA
(De ‘La tierra y los labios’ 1947-1953).
(Tradução: João Moita)